A Evolução da Tecnologia

Tendo em conta toda a evolução a que temos assistido na área da tecnologia, o nosso grupo de trabalho resolveu criar um blogue informativo acerca da história da tecnologia, desde a invenção do fogo até à criação da famosa internet.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

1810 – Impressão (Frederick Koenig)





Friedrich König, nascido em 1774 em Eisleben, Saxónia, patenteou uma impressora movida a vapor em 1810. Desde 1807 a trabalhar em Londres, König tirou partido na criação da sua impressora da invenção da máquina a vapor por James Watt em 1775.

A sua máquina caracterizava-se por incluir para além do funcionamento a vapor, uma novidade importante: dois rolos móveis que aplicavam a tinta sobre a forma impressora , voltando depois ao seu lugar dando azo à colocação do papel sobre a forma. A máquina , da qual se construiu um só exemplar, imprimia 400 folhas por hora — quase o dobro das prensas normais.

A máquina de impressão passou daí em diante a dominar a vida de König, que frequentou várias cadeiras universitárias antes de entrar na vida profissional. Em 1802, König firmou um contrato com um amigo de infância para criar uma editora e oficina de impressão em Eisleben.

Já em 1803, passa à prática e começa a construir em Suhl um novo tipo de máquina de impressão, que não chega a concluir.

Seria em Londres, o centro industrial do mundo, que conseguiria construir, em 1811, o prelo mecânico para o qual obtivera um ano antes uma patente. Aí encontrara o necessário capital de risco para financiar a realização das suas novas máquinas.

A prensa mecânica de 1811 reduziu as nove operações do prelo Stanhope a somente três: primeira, colocar no local o papel; segunda, pôr em marcha a tábua de entintagem e impressão ao mesmo tempo e terceira, retirar o papel impresso.

Esta máquina de impressão trabalhou pela primeira vez em Londres, na oficina tipográfica de George Woodfall e Richard Taylor, na impressão dos 3000 exemplares do Annual Register para o ano de 1810.

Mas o investimento devorara importantes somas e König entrou em conflicto com os financiadores da sua invenção. Estes queriam introduzir a nova máquina apenas nas suas próprias oficinas, ao passo que König estava obviamente interessado em vendas mais abrangentes.

Em 1812, König criou uma outra máquina: o órgão impressor, de grande diâmetro, estava dividido em três partes do seu eixo, sendo utilizada uma dessas partes em cada movimento de vaivém do órgão tipográfico; assim eram impressos três exemplares numa volta completa do cilindro.

Esta máquina era uma «Doppelmaschine», porque foi construída com dois cilindros para fazerem impressão simultânea. Inicialmente movida a força de braço, foi adaptada, em 1814, a vapor, e passou a imprimir 1.100 exemplares por hora!

No ano de 1816, König inventou uma máquina, que imprimia simultaneamente a frente e o verso de uma folha.

König & Bauer

Depois de voltar as costas à Inglaterra e regressar à Alemanha, König comprou, em 1817, o Convento Obernzell, perto de Würzburg. Em sociedade com o seu amigo Andreas Bauer (1783-1866) fundou aí a König & Bauer, empresa que obteve substancial apoio do rei Ludwig I da Baviera.

Em 1818, a König & Bauer apresenta a primeira máquina de retiração no sistema plano-cilíndrico. As invenções sucedem-se para além da morte de König em 1833.

Sem nunca ter deixado de introduzir inovações tecnológicas ao longo de várias gerações, a empresa König & Bauer (KBA) é hoje uma das líderes em máquinas de impressão de alta performance. A firma fundada em 1817 tem hoje centros de produção em Radebeul/Dresden, Frankenthal, Würzburg, Kassel e Trennfeld.

domingo, 24 de janeiro de 2010

1804 – Primeira locomotiva a vapor (Richard Trevithick)

A mineração foi o motor da economia européia no começo do século 19. O carvão era a matéria-prima para o aquecimento da casas – já que as cidades cresciam sem parar – e para as máquinas a vapor. Para transportar quantidades cada vez maiores de carvão, colocou-se uma máquina de tração sobre trilhos.

O diretor técnico do Museu Ferroviário de Bochum-Dalhausen, Thomas Huhn, explica que os trilhos sempre foram usados na mineração, só que os vagões eram puxados por cavalos. O construtor galês Richard Trevithick foi o inventor do "cavalo mecânico", que podia fazer mais força, sem nunca se cansar. Um cavalo com a força baseada na já então famosa invenção de James Watt, a máquina a vapor.

Para o transporte humano e de materiais

O protótipo era muito rudimentar: tratava-se de uma caldeira na horizontal, apoiada por quatro rodas. Para os leigos, ela não passava de um enorme tonel deitado, com chaminé e rodas. Trevithick teve que fazer muita propaganda, pois poucos viam futuro "naquilo".

Até que o inventor foi desafiado pelo proprietário de uma mina. O mineiro queria observar o desempenho da engenhoca sobre 15 quilômetros de trilhos. O teste foi marcado para o dia 13 de fevereiro de 1804. Trevithick provou que sua máquina podia transportar tanto pessoas como materiais. No caso, a máquina de tração levou 70 pessoas e dez toneladas de ferro.

A euforia inicial, entretanto, durou pouco, devido a alguns problemas. A máquina, pesada demais, logo voltou a ser substituída pelo cavalo. Só depois de alguns aperfeiçoamentos pelo construtor inglês George Stephenson, a locomotiva a vapor conquistou respeito. Numa corrida, por exemplo, em 1829, a de Stephenson, batizada "Rocket" (foguete) chegou à frente de todas as concorrentes.

Pioneirismo no sul alemão

As locomotivas de Stephenson foram usadas na primeira ferrovia de serviço público e com o tempo aumentaram em tamanho e potência. Também a primeira locomotiva usada para o transporte de passageiros na Alemanha veio de sua fábrica. Seu nome era "Adler" (águia) e a partir de 1835 ela passou a ligar as cidades vizinhas de Nurembergue e Fürth, no sul da Alemanha.

Os pareceres médicos da época eram pessimistas: a velocidade "infernal" das máquinas poderia levar a um estado de delírio dos passageiros (por isso sugeriram a construção de muros dos dois lados dos trilhos). Mesmo assim, o trem se impôs como meio de transporte popular.

Já em 1860, a malha ferroviária alemã tinha quase 12 mil quilômetros. Em 1902, foi inaugurado o primeiro trecho ferroviário com energia elétrica na Alemanha e, sete anos depois, introduzida a locomotiva a motor diesel. A última locomotiva a vapor foi desativada no país em 1977.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

1800 – Primeira bateria (Alessandro Volta)


Em 1800, como resultado de uma discórdia profissional sobre a resposta galvânica, advocado por Luigi Galvani (onde metais produziriam eletricidade apenas em contato com tecido animal), Volta desenvolveu a pilha voltaica (comprovando que para a produção de eletricidade, a presença de tecido animal não era necessária), um predecessor da bateria elétrica. Volta determinou que os melhores pares de metais dissimilares para a produção de eletricidade eram zinco e prata.

Inicialmente, Volta experimentou células individuais em série, cada célula sendo um cálice de vinho cheio de salmoura na qual dois electrodos dissimilares foram mergulhados. A pilha elétrica substituiu o cálice com um cartão embebido em salmora. O número de células, e consequentemente, a tensão electrica que poderiam produzir, estava limitado pela pressão exercida pelas células de cima, que espremiam toda a salmora do cartão da célula de baixo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

1793 – Telégrafo (Claude Chappe)


Telegrafia é a transmissão a longa distância de mensagens escritas sem o transporte físico de cartas. Os primeiros telégrafos eram Telégrafos Visuais, eles usavam sinais visuais tais como sinais de fumo e focos de luz. Este tipo de telégrafo existe desde tempos imemoriais mas provaram-se pouco fiáveis já que inúmeros factores externos podiam contribuir para a corrupção da mensagem enquanto em trânsito.

Em 1793, um inventor francês, Claude Chappe, inventou o Telégrafo Semafórico, um sistema de sinalização visual. Os aparelhos de telégrafo de Chappe eram instalados em torres construídas com, sensivelmente, 10 a 15 km de distância entre elas. Cada aparelho era composto por dois braços de madeira móveis, ligados por uma trave. O operador na torre movia os braços e trave para diferentes posições e ângulos para indicar diferentes letras e símbolos, os quais eram observados pelo operador na torre seguinte através de telescópio. Este, por sua vez, retransmitia de forma idêntica a mensagem para a torre seguinte. Desta forma, as mensagens eram transmitidas de torre em torre.

A primeira Linha Semafórica de Chappe foi estabelecida entre Paris e Lille. Em Agosto de 1794, o sistema semafórico de Chappe transmitiu a Paris, em menos de uma hora, a mensagem da captura de Condé-sur-Léscaut dos Austríacos. Este sucesso levou à instalação de mais linhas semafóricas. A rede semafórica em França foi a primeira rede de telecomunicações na Europa.

O Telégrafo Visual de seis “persianas”, em exibição no Museu, é uma réplica baseada no desenho, de 1795, do inglês George Murray. Movendo-se as “persianas” para posições quer verticais quer horizontais, podem-se formar 64 diferentes letras e símbolos (26).

O telégrafo visual era afectado, todavia, pelas condições atmosféricas e não podia ser utilizado durante a noite. Foi, assim, substituído pelo Telégrafo Eléctrico em meados do século dezanove.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

1785 – O tear mecânico é inventado (Edmund Cartwright)

Clérigo, poeta e inventor britânico nascido em Nottinghamshire, criador e construtor do primeiro tear mecânico movido a vapor, revolucionando a fabricação de tecidos e aumentando sua produção, o qual patenteou (1785). Estudou em Wakefield e e após se graduar na Oxford University (1779), foi nomeado reitor da igreja de Goadby, em Marwood, Leicestershire (1779). Após conhecer (1784) o tecelão e inventor, Sir Richard Arkwright (1732-1792), em Derbyshire, e conhecer as suas instalações de produção, começou a pensar em uma maneira de desenvolver um equipamento que beneficiasse a produção de tecidos e descobriu seu poder criativo. No ano seguinte ele patenteou seu primeiro modelo de tear que instalou em uma fábrica de sua propriedade, aberta em Doncaster.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

1780 – Invenção da copiadora (James Watt)

O primeiro invento usado para produzir cópias de documentos expedidos foi a prensa copiadora, inventada em 1780 por James Watt (1736 - 1819), o inventor da máquina a vapor. Naquela época foi um invento de grande utilidade prática na cópia de manuscritos. Empregava-se uma tinta glutinoa e imprensava-se a página escrita contra uma folha úmida de papel fino. Tanto George Washington como Thomas Jefferson usaram esse invento. Esta invenção foi pela primeira vez usada no governo federal em 1970, no Departamento de Estado. Antes disso apenas havia sido usada pelos Departamento de Guerra e da Marinha para obter cópias de sugurança de documentos extremamente importantes.