A revolução industrial caracteriza-se pela produção industrial em grande escala voltada para o mercado mundial, com uso intensivo de máquinas. A Inglaterra é o primeiro país a realizá-la. A economia inglesa começa a crescer em 1780, e, em 1840, a indústria já está mecanizada, há uma rede nacional de estradas de ferro, começa a construir ferrovias em outros países, exporta locomotivas, vagões, navios e máquinas industriais.
Nos séculos XVIII e XIX a tecnologia vai adquirindo seu caráter moderno de ciência aplicada. As descobertas e invenções encontram rapidamente aplicação prática na indústria ou no desenvolvimento da ciência. Os próprios cientistas, muitos ainda autodidatas, transformam-se em inventores, como Michael Faraday, Lord Kelvin e Benjamin Franklin.
BENJAMIN FRANKLIN (1706-1790), estadista, escritor e inventor americano. Nasce em Boston, em uma família humilde e numerosa – 17 irmãos. Aos 10 anos, começa a trabalhar com o pai, um fabricante de sabão. Aos 12, emprega-se como aprendiz na gráfica de um de seus irmãos. Em 1723, muda-se para a Filadélfia, quando começa a dedicar-se às letras e às ciências. Autodidata, aprende diversas línguas. Em 1730, já é proprietário de uma oficina gráfica e da Gazeta da Pensilvânia. Membro da Assembléia da Pensilvânia, dedica-se à política e à pesquisa científica. Em 1752, inventa o pára-raios. Quinze anos depois, ajuda a elaborar a Declaração de Independência dos EUA. Seu retrato aparece na nota de US$ 100.
ELETRICIDADE – Da primeira pilha, produzida em 1800 por Alessandro Volta, até a lâmpada elétrica de Thomas Edison, em 1878, centenas de pesquisadores dedicam-se a estudar a eletricidade em várias partes do mundo. Suas descobertas aceleram o desenvolvimento da física e da química e os processos industriais.
THOMAS ALVA EDISON (1847-1931) é um dos grandes inventores norte-americanos. Nasce em Ohio, filho de um operário de ferro-velho. É alfabetizado pela mãe e, aos 12 anos, começa a trabalhar como vendedor de jornais. Durante a Guerra de Secessão instala uma impressora num vagão de trem e inicia a publicação do semanário The Weekly Herald, o qual redige, imprime e vende. Dedica-se à pesquisa científica e é um dos primeiros a criar um laboratório comercial especializado em invenções práticas. Emprega dezenas de cientistas e pesquisadores. Até 1928, já havia registrado mais de mil invenções, como o fonógrafo (1877), a lâmpada incandescente (1878) e o cinetoscópio (1891).
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Revolução científica
A invenção da tipografia, em 1440, a ruptura de fronteiras físicas e mentais resultante das grandes navegações e o grande desenvolvimento comercial estimulam ainda mais o florescimento tecnológico. Nos séculos XVI e XVII a ciência rompe com a tradição escolástica medieval e surge a ciência experimental. Seus principais expoentes são Galileu Galilei, Francis Bacon (1561-1626) e René Descartes. Os primeiros grandes inventos que marcam a modernidade são instrumentos de medida, e os primeiros grandes inventores são fabricantes de relógios, óculos e mecânicos de oficina.
PRIMEIRAS ESCOLAS TÉCNICAS – Durante todo o século XVII, os cientistas vão buscar nas oficinas dos artesãos os conhecimentos de que precisam. Para romper com o monopólio técnico das corporações de ofício, começam a publicar seus segredos e criam escolas artesanais.
MÁQUINA A VAPOR – Thomas Newcomen (1663-1729), ferreiro e mecânico inglês, é considerado o pai da máquina a vapor. Em 1698, inventa uma máquina para drenar a água acumulada nas minas de carvão, patenteada em 1705, a primeira movida a vapor. Em 1765, James Watt, mecânico escocês, aperfeiçoa o modelo de Newcomen. Seu invento deflagra a revolução industrial e serve de base para a mecanização de toda a indústria. Em 1814, o inglês George Stephenson revoluciona os transportes com a invenção da locomotiva a vapor.
JAMES WATT (1736-1819), inventor escocês, começa a trabalhar como aprendiz de mecânico aos 19 anos, em Londres. Especializado na construção de instrumentos, trabalha na Universidade de Glasgow, Escócia, onde fabrica e conserta mecanismos de precisão. Desde cedo, interessa-se pela fabricação de um motor a vapor. Aperfeiçoa a máquina de Thomas Newcomen em 1765, construindo o primeiro motor a vapor de utilização universal. O industrial Matthew Boulton começa a construir as máquinas projetadas por Watt a partir de 1785.
PRIMEIRAS ESCOLAS TÉCNICAS – Durante todo o século XVII, os cientistas vão buscar nas oficinas dos artesãos os conhecimentos de que precisam. Para romper com o monopólio técnico das corporações de ofício, começam a publicar seus segredos e criam escolas artesanais.
MÁQUINA A VAPOR – Thomas Newcomen (1663-1729), ferreiro e mecânico inglês, é considerado o pai da máquina a vapor. Em 1698, inventa uma máquina para drenar a água acumulada nas minas de carvão, patenteada em 1705, a primeira movida a vapor. Em 1765, James Watt, mecânico escocês, aperfeiçoa o modelo de Newcomen. Seu invento deflagra a revolução industrial e serve de base para a mecanização de toda a indústria. Em 1814, o inglês George Stephenson revoluciona os transportes com a invenção da locomotiva a vapor.
JAMES WATT (1736-1819), inventor escocês, começa a trabalhar como aprendiz de mecânico aos 19 anos, em Londres. Especializado na construção de instrumentos, trabalha na Universidade de Glasgow, Escócia, onde fabrica e conserta mecanismos de precisão. Desde cedo, interessa-se pela fabricação de um motor a vapor. Aperfeiçoa a máquina de Thomas Newcomen em 1765, construindo o primeiro motor a vapor de utilização universal. O industrial Matthew Boulton começa a construir as máquinas projetadas por Watt a partir de 1785.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Tecnologia na Idade Média
A produção tecnológica não pára de florescer durante toda a Idade Média e também institucionaliza-se nas corporações de ofício. A produção de alimentos multiplica-se pelo aperfeiçoamento do moinho de água, do arado pesado, do arreio e da ferradura. Nos feudos, surgem técnicas de cultivo sofisticadas, como a de rotação de terrenos para a pastagem e plantações.
CORPORAÇÕES DE OFÍCIO – Chamadas de guildas, ansas, confrarias ou fraternidades, as corporações de ofício existem em toda a Europa. São organizações urbanas que detêm o monopólio do exercício de determinadas profissões – ferreiros, marceneiros, pedreiros, alfaiates, vidraceiros – e das tecnologias a elas associadas. A transmissão dos conhecimentos técnicos é feita pelos mestres aos aprendizes no interior dessas associações.
CATEDRAIS MEDIEVAIS – A corporação dos pedreiros livres (freemasons, que dão origem à maçonaria) introduz o arco gótico nas construções nos séculos XI e XII. Baseado na elipse, permite maior aproveitamento dos espaços internos, melhor iluminação e a liberação da carga sobre as paredes. Com isso, desenvolve-se a arte dos vitrais, característica das catedrais medievais.
CAVALARIA – O aperfeiçoamento do arreio, da ferradura, do estribo e da metalurgia permitem o surgimento da cavalaria na Europa e o desenvolvimento das técnicas de guerra. As cruzadas ao Oriente Médio, entre os séculos XII e XV, resultam na abertura de novos mercados e estimulam as grandes navegações.
CORPORAÇÕES DE OFÍCIO – Chamadas de guildas, ansas, confrarias ou fraternidades, as corporações de ofício existem em toda a Europa. São organizações urbanas que detêm o monopólio do exercício de determinadas profissões – ferreiros, marceneiros, pedreiros, alfaiates, vidraceiros – e das tecnologias a elas associadas. A transmissão dos conhecimentos técnicos é feita pelos mestres aos aprendizes no interior dessas associações.
CATEDRAIS MEDIEVAIS – A corporação dos pedreiros livres (freemasons, que dão origem à maçonaria) introduz o arco gótico nas construções nos séculos XI e XII. Baseado na elipse, permite maior aproveitamento dos espaços internos, melhor iluminação e a liberação da carga sobre as paredes. Com isso, desenvolve-se a arte dos vitrais, característica das catedrais medievais.
CAVALARIA – O aperfeiçoamento do arreio, da ferradura, do estribo e da metalurgia permitem o surgimento da cavalaria na Europa e o desenvolvimento das técnicas de guerra. As cruzadas ao Oriente Médio, entre os séculos XII e XV, resultam na abertura de novos mercados e estimulam as grandes navegações.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Tecnologia na Antiguidade
As primeiras grandes civilizações surgem na Mesopotâmia (sumérios e babilônios), no Egito, na China e na Índia.
PRIMEIRAS TECNOLOGIAS URBANAS – Na Antigüidade desenvolvem-se técnicas especificamente urbanas: produção de tijolos cozidos, ladrilhos, a arte da vidraria, da metalurgia, do cobre e do bronze. O crescimento comercial estimula a pilhagem, as técnicas de guerra e de navegação, com a construção de barcos a vela. Para prever épocas de cheias dos rios, de plantio e de colheita, surgem a astrono, as matemáticas e os calendários.
INVENÇÃO DA ESCRITA E DA NUMERAÇÃO – A escrita e a numeração são inventadas, possivelmente pelos comerciantes, para o controle do movimento de mercadorias. A escrita mais antiga até hoje conhecida é a de caracteres cuneiformes (gravação com estilete sobre uma tábua de argila). Surge na Mesopotâmia no século XXXIV a.C., onde também se desenvolve um sistema numérico sexagesimal.
ENGENHARIA NA ANTIGÜIDADE – O crescimento das cidades coloca novos e crescentes desafios, como abastecê-las de água e alimentos. Em algumas regiões, desenvolve-se a engenharia hidráulica, com sistemas de aquedutos e irrigação (cerca de 2300 a.C. na Mesopotâmia e 2000 a.C. no Egito). Os transportes, as técnicas de construção e pavimentação de estradas, construção de pontes, sistemas de abastecimento de água e esgotos e a navegação ficam cada vez mais sofisticados. Os romanos aperfeiçoam os aquedutos e introduzem o arco semicircular nas construções, no século I d.C. Antes disso, os templos são construídos com traves que formam ângulos retos com as paredes, o que exige grande número de linkblacks, diminui o espaço interno e dificulta a iluminação.
INVENTORES DA ANTIGÜIDADE – A tecnologia desenvolve-se nas oficinas de ourives, nas metalúrgicas, serrarias e carpintarias, marcenarias e estaleiros, muitas vezes pelas mãos de escravos. Ali surgem as ferramentas de ferro forjado, armas, machados, pontas de arados, rodas e eixos para carros de guerra e de transporte, as partes metálicas das embarcações, as primeiras máquinas e moinhos movidos a água. Possivelmente, são os próprios marinheiros que inventam os faróis e aperfeiçoam as velas.
PRIMEIRAS TECNOLOGIAS URBANAS – Na Antigüidade desenvolvem-se técnicas especificamente urbanas: produção de tijolos cozidos, ladrilhos, a arte da vidraria, da metalurgia, do cobre e do bronze. O crescimento comercial estimula a pilhagem, as técnicas de guerra e de navegação, com a construção de barcos a vela. Para prever épocas de cheias dos rios, de plantio e de colheita, surgem a astrono, as matemáticas e os calendários.
INVENÇÃO DA ESCRITA E DA NUMERAÇÃO – A escrita e a numeração são inventadas, possivelmente pelos comerciantes, para o controle do movimento de mercadorias. A escrita mais antiga até hoje conhecida é a de caracteres cuneiformes (gravação com estilete sobre uma tábua de argila). Surge na Mesopotâmia no século XXXIV a.C., onde também se desenvolve um sistema numérico sexagesimal.
ENGENHARIA NA ANTIGÜIDADE – O crescimento das cidades coloca novos e crescentes desafios, como abastecê-las de água e alimentos. Em algumas regiões, desenvolve-se a engenharia hidráulica, com sistemas de aquedutos e irrigação (cerca de 2300 a.C. na Mesopotâmia e 2000 a.C. no Egito). Os transportes, as técnicas de construção e pavimentação de estradas, construção de pontes, sistemas de abastecimento de água e esgotos e a navegação ficam cada vez mais sofisticados. Os romanos aperfeiçoam os aquedutos e introduzem o arco semicircular nas construções, no século I d.C. Antes disso, os templos são construídos com traves que formam ângulos retos com as paredes, o que exige grande número de linkblacks, diminui o espaço interno e dificulta a iluminação.
INVENTORES DA ANTIGÜIDADE – A tecnologia desenvolve-se nas oficinas de ourives, nas metalúrgicas, serrarias e carpintarias, marcenarias e estaleiros, muitas vezes pelas mãos de escravos. Ali surgem as ferramentas de ferro forjado, armas, machados, pontas de arados, rodas e eixos para carros de guerra e de transporte, as partes metálicas das embarcações, as primeiras máquinas e moinhos movidos a água. Possivelmente, são os próprios marinheiros que inventam os faróis e aperfeiçoam as velas.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Primeiros instrumentos
Os primeiros instrumentos dos antepassados humanos são as pedras, usadas principalmente para quebrar alimentos. Ferramentas de pedra são produzidas por hominídeos africanos há 2,5 milhões de anos. Artefatos mais diversificados, como machados e outros instrumentos de corte, encontrados no sítio arqueológico do Vale da Fenda (Rift Valley), na África Oriental, têm cerca de 1,5 milhão de anos.
FOGO – Os registros mais antigos de uso do fogo até hoje conhecidos datam de 750 mil anos atrás. São restos de fogueiras encontrados em uma caverna perto de Marselha, sul da França. Usado como instrumento contra o frio e grandes animais predadores, o domínio da técnica de acender o fogo tem papel importante na sedentarização dos pré-humanos.
O primeiro grande salto tecnológico da humanidade começa há cerca de 10 mil anos, na Pré-história, com o surgimento da agricultura e domesticação de animais. São conseqüências desse fenômeno a invenção da roda, as primeiras técnicas de irrigação e adubagem. Começa o uso extensivo da cerâmica e da pedra polida.
ARADO – A invenção do arado é um dos marcos da transição da Pré-história para a Antigüidade. Com ele ocorre a chamada revolução agrícola: a produtividade da terra é multiplicada, surgem os excedentes de produção, passo fundamental para o aparecimento do comércio e a acumulação de riquezas. As sociedades humanas ficam mais diversificadas, surgem os primeiros núcleos urbanos e, mais tarde, as grandes civilizações.
FOGO – Os registros mais antigos de uso do fogo até hoje conhecidos datam de 750 mil anos atrás. São restos de fogueiras encontrados em uma caverna perto de Marselha, sul da França. Usado como instrumento contra o frio e grandes animais predadores, o domínio da técnica de acender o fogo tem papel importante na sedentarização dos pré-humanos.
O primeiro grande salto tecnológico da humanidade começa há cerca de 10 mil anos, na Pré-história, com o surgimento da agricultura e domesticação de animais. São conseqüências desse fenômeno a invenção da roda, as primeiras técnicas de irrigação e adubagem. Começa o uso extensivo da cerâmica e da pedra polida.
ARADO – A invenção do arado é um dos marcos da transição da Pré-história para a Antigüidade. Com ele ocorre a chamada revolução agrícola: a produtividade da terra é multiplicada, surgem os excedentes de produção, passo fundamental para o aparecimento do comércio e a acumulação de riquezas. As sociedades humanas ficam mais diversificadas, surgem os primeiros núcleos urbanos e, mais tarde, as grandes civilizações.
Apresentação
Somos um grupo de Área de Projecto da turma do 12ºA da Escola Secundária de S.Pedro e pretendemos por blogue que se conheça a história da tecnologia, bem como os seus avanços e as novidades mais recentes.
Subscrever:
Mensagens (Atom)