A Evolução da Tecnologia

Tendo em conta toda a evolução a que temos assistido na área da tecnologia, o nosso grupo de trabalho resolveu criar um blogue informativo acerca da história da tecnologia, desde a invenção do fogo até à criação da famosa internet.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tecnologia contemporânea

À invenção do telégrafo seguem-se as do telefone, do rádio e da televisão, e generalizam-se os aparelhos elétricos de uso doméstico. O avião e as bombas voadoras abrem caminho para os foguetes lançadores de satélites e as viagens espaciais. A era da eletricidade e do petróleo dá lugar à da eletrônica e da energia nuclear, que começam a dominar o panorama tecnológico a partir da metade do século XX. A biotecnologia revoluciona a produção de alimentos.
INFORMÁTICA – Os primeiros grandes computadores são aperfeiçoados até o surgimento dos atuais computadores pessoais. As válvulas são substituídas por transistores e estes, por chips. A informática aplicada à produção dá origem às máquinas inteligentes, à robótica e ao conceito de automação industrial.

Universo mecânico

O aperfeiçoamento dos motores, das máquinas e as novas formas de energia, como a eletricidade, dominam o panorama tecnológico de meados do século XIX até a Segunda Guerra Mundial. A descoberta e comercialização do petróleo substituem os motores a vapor pelos de combustão interna. No final do século XIX, o automóvel é inventado simultaneamente por Henry Ford, nos Estados Unidos, e Carl Benz, na Alemanha.
HENRY FORD (1863-1947), industrial norte-americano, abandona a escola aos 15 anos e desde cedo interessa-se por mecânica. Criador da linha de montagem na fabricação de automóveis, projeta o modelo de carro mais popular dos primeiros anos da indústria automobilística, o model T.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Revolução industrial

A revolução industrial caracteriza-se pela produção industrial em grande escala voltada para o mercado mundial, com uso intensivo de máquinas. A Inglaterra é o primeiro país a realizá-la. A economia inglesa começa a crescer em 1780, e, em 1840, a indústria já está mecanizada, há uma rede nacional de estradas de ferro, começa a construir ferrovias em outros países, exporta locomotivas, vagões, navios e máquinas industriais.
Nos séculos XVIII e XIX a tecnologia vai adquirindo seu caráter moderno de ciência aplicada. As descobertas e invenções encontram rapidamente aplicação prática na indústria ou no desenvolvimento da ciência. Os próprios cientistas, muitos ainda autodidatas, transformam-se em inventores, como Michael Faraday, Lord Kelvin e Benjamin Franklin.
BENJAMIN FRANKLIN (1706-1790), estadista, escritor e inventor americano. Nasce em Boston, em uma família humilde e numerosa – 17 irmãos. Aos 10 anos, começa a trabalhar com o pai, um fabricante de sabão. Aos 12, emprega-se como aprendiz na gráfica de um de seus irmãos. Em 1723, muda-se para a Filadélfia, quando começa a dedicar-se às letras e às ciências. Autodidata, aprende diversas línguas. Em 1730, já é proprietário de uma oficina gráfica e da Gazeta da Pensilvânia. Membro da Assembléia da Pensilvânia, dedica-se à política e à pesquisa científica. Em 1752, inventa o pára-raios. Quinze anos depois, ajuda a elaborar a Declaração de Independência dos EUA. Seu retrato aparece na nota de US$ 100.
ELETRICIDADE – Da primeira pilha, produzida em 1800 por Alessandro Volta, até a lâmpada elétrica de Thomas Edison, em 1878, centenas de pesquisadores dedicam-se a estudar a eletricidade em várias partes do mundo. Suas descobertas aceleram o desenvolvimento da física e da química e os processos industriais.
THOMAS ALVA EDISON (1847-1931) é um dos grandes inventores norte-americanos. Nasce em Ohio, filho de um operário de ferro-velho. É alfabetizado pela mãe e, aos 12 anos, começa a trabalhar como vendedor de jornais. Durante a Guerra de Secessão instala uma impressora num vagão de trem e inicia a publicação do semanário The Weekly Herald, o qual redige, imprime e vende. Dedica-se à pesquisa científica e é um dos primeiros a criar um laboratório comercial especializado em invenções práticas. Emprega dezenas de cientistas e pesquisadores. Até 1928, já havia registrado mais de mil invenções, como o fonógrafo (1877), a lâmpada incandescente (1878) e o cinetoscópio (1891).

domingo, 10 de janeiro de 2010

Revolução científica

A invenção da tipografia, em 1440, a ruptura de fronteiras físicas e mentais resultante das grandes navegações e o grande desenvolvimento comercial estimulam ainda mais o florescimento tecnológico. Nos séculos XVI e XVII a ciência rompe com a tradição escolástica medieval e surge a ciência experimental. Seus principais expoentes são Galileu Galilei, Francis Bacon (1561-1626) e René Descartes. Os primeiros grandes inventos que marcam a modernidade são instrumentos de medida, e os primeiros grandes inventores são fabricantes de relógios, óculos e mecânicos de oficina.
PRIMEIRAS ESCOLAS TÉCNICAS – Durante todo o século XVII, os cientistas vão buscar nas oficinas dos artesãos os conhecimentos de que precisam. Para romper com o monopólio técnico das corporações de ofício, começam a publicar seus segredos e criam escolas artesanais.
MÁQUINA A VAPOR – Thomas Newcomen (1663-1729), ferreiro e mecânico inglês, é considerado o pai da máquina a vapor. Em 1698, inventa uma máquina para drenar a água acumulada nas minas de carvão, patenteada em 1705, a primeira movida a vapor. Em 1765, James Watt, mecânico escocês, aperfeiçoa o modelo de Newcomen. Seu invento deflagra a revolução industrial e serve de base para a mecanização de toda a indústria. Em 1814, o inglês George Stephenson revoluciona os transportes com a invenção da locomotiva a vapor.
JAMES WATT (1736-1819), inventor escocês, começa a trabalhar como aprendiz de mecânico aos 19 anos, em Londres. Especializado na construção de instrumentos, trabalha na Universidade de Glasgow, Escócia, onde fabrica e conserta mecanismos de precisão. Desde cedo, interessa-se pela fabricação de um motor a vapor. Aperfeiçoa a máquina de Thomas Newcomen em 1765, construindo o primeiro motor a vapor de utilização universal. O industrial Matthew Boulton começa a construir as máquinas projetadas por Watt a partir de 1785.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Tecnologia na Idade Média

A produção tecnológica não pára de florescer durante toda a Idade Média e também institucionaliza-se nas corporações de ofício. A produção de alimentos multiplica-se pelo aperfeiçoamento do moinho de água, do arado pesado, do arreio e da ferradura. Nos feudos, surgem técnicas de cultivo sofisticadas, como a de rotação de terrenos para a pastagem e plantações.
CORPORAÇÕES DE OFÍCIO – Chamadas de guildas, ansas, confrarias ou fraternidades, as corporações de ofício existem em toda a Europa. São organizações urbanas que detêm o monopólio do exercício de determinadas profissões – ferreiros, marceneiros, pedreiros, alfaiates, vidraceiros – e das tecnologias a elas associadas. A transmissão dos conhecimentos técnicos é feita pelos mestres aos aprendizes no interior dessas associações.
CATEDRAIS MEDIEVAIS – A corporação dos pedreiros livres (freemasons, que dão origem à maçonaria) introduz o arco gótico nas construções nos séculos XI e XII. Baseado na elipse, permite maior aproveitamento dos espaços internos, melhor iluminação e a liberação da carga sobre as paredes. Com isso, desenvolve-se a arte dos vitrais, característica das catedrais medievais.
CAVALARIA – O aperfeiçoamento do arreio, da ferradura, do estribo e da metalurgia permitem o surgimento da cavalaria na Europa e o desenvolvimento das técnicas de guerra. As cruzadas ao Oriente Médio, entre os séculos XII e XV, resultam na abertura de novos mercados e estimulam as grandes navegações.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Tecnologia na Antiguidade

As primeiras grandes civilizações surgem na Mesopotâmia (sumérios e babilônios), no Egito, na China e na Índia.
PRIMEIRAS TECNOLOGIAS URBANAS – Na Antigüidade desenvolvem-se técnicas especificamente urbanas: produção de tijolos cozidos, ladrilhos, a arte da vidraria, da metalurgia, do cobre e do bronze. O crescimento comercial estimula a pilhagem, as técnicas de guerra e de navegação, com a construção de barcos a vela. Para prever épocas de cheias dos rios, de plantio e de colheita, surgem a astrono, as matemáticas e os calendários.
INVENÇÃO DA ESCRITA E DA NUMERAÇÃO – A escrita e a numeração são inventadas, possivelmente pelos comerciantes, para o controle do movimento de mercadorias. A escrita mais antiga até hoje conhecida é a de caracteres cuneiformes (gravação com estilete sobre uma tábua de argila). Surge na Mesopotâmia no século XXXIV a.C., onde também se desenvolve um sistema numérico sexagesimal.
ENGENHARIA NA ANTIGÜIDADE – O crescimento das cidades coloca novos e crescentes desafios, como abastecê-las de água e alimentos. Em algumas regiões, desenvolve-se a engenharia hidráulica, com sistemas de aquedutos e irrigação (cerca de 2300 a.C. na Mesopotâmia e 2000 a.C. no Egito). Os transportes, as técnicas de construção e pavimentação de estradas, construção de pontes, sistemas de abastecimento de água e esgotos e a navegação ficam cada vez mais sofisticados. Os romanos aperfeiçoam os aquedutos e introduzem o arco semicircular nas construções, no século I d.C. Antes disso, os templos são construídos com traves que formam ângulos retos com as paredes, o que exige grande número de linkblacks, diminui o espaço interno e dificulta a iluminação.
INVENTORES DA ANTIGÜIDADE – A tecnologia desenvolve-se nas oficinas de ourives, nas metalúrgicas, serrarias e carpintarias, marcenarias e estaleiros, muitas vezes pelas mãos de escravos. Ali surgem as ferramentas de ferro forjado, armas, machados, pontas de arados, rodas e eixos para carros de guerra e de transporte, as partes metálicas das embarcações, as primeiras máquinas e moinhos movidos a água. Possivelmente, são os próprios marinheiros que inventam os faróis e aperfeiçoam as velas.