A Evolução da Tecnologia

Tendo em conta toda a evolução a que temos assistido na área da tecnologia, o nosso grupo de trabalho resolveu criar um blogue informativo acerca da história da tecnologia, desde a invenção do fogo até à criação da famosa internet.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Maior central de painéis solares…


A primeira pedra de uma fábrica e de uma central de painéis solares no concelho de Moura, Alentejo. O arranque, que é apadrinhado pelo Governo português, prevê o investimento de 270 milhões de euros. A construção da central e da fábrica de painéis solares só deverá terminar no final de 2007. A fábrica vai empregar directamente 115 pessoas na produção de painéis solares.



A central vai recorrer aos mesmos painéis solares e é considerada o maior projecto de conversão da luz solar em energia eléctrica da Europa. Prevê-se que venha a dar trabalho a 130 pessoas. O lançamento da fábrica e da central de painéis solares está inserido num plano mais amplo que o Concelho de Moura tem vindo a desenvolver nos últimos tempos.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Estudo comprova que prédios verdes apresentam performance superior aos prédios comuns




Uma das maiores difuldades enfrentadas por quem sugere a construção de prédios verdes reside na falta de dados que comprovem o quanto a adoção de medidas sustentáveis contribui para a redução dos custos de construção e operação dessas construções. Porém, com o crescimento desse tipo de empreendimento no mundo e principalmente nos EUA, a quantidade de cenários diferentes que possibilita um estudo mais aprofundado sobre as vantagens e desvantagens de se construir verde também cresce.

Com isso em mente, a CoStar Group, uma das gigantes do mercado imobiliário norte-americano, acaba de publicar detalhes sobre um estudo realizado com mais de 1.300 prédios com certificações LEED e Energy Star, representando aproximadamente 30 milhões de metros quadrados de prédios comerciais.

Os prédios verdes foram comparados com propriedades não-verdes que possuíam características semelhantes como tamanho, classe, localização e ano de construção.

Dentre os resultados apresentados pelo estudo, destacam-se:

Quanto comparados a prédios sem certificação LEED, os prédios certificados pelo USGBC:

•Foram vendidos por um preço superior em cerca de U$1840 por metro quadrado;
•Foram alugados com um valor superior em cerca de U$120 por metro quadrado;
•Apresentaram taxas de ocupação 3,8% superiores.
Quando comparados a prédios sem certificação Energy Star da EPA, os prédios com certificação Energy Star:

•Foram vendidos por um preço superior em cerca de U$656 por metro quadrado;
•Foram alugados com um valor superior em cerca de U$25 por metro quadrado;
•Apresentaram taxas de ocupação 3,6% superiores.
Especialistas no assunto têm afirmado que prédios não-verdes tenderão a ficar obsoletos e que a mudança do mercado em direção a essas construções tem ganhado cada vez mais força.

O estudo mostrou também que uma das razões para o bom retorno financeiro de projetos verdes (tanto LEED quanto Energy Star) se deve a uma crescente demanda por esse tipo de imóvel, o que já excede a oferta no mercado americano.

Além disso, a certificação LEED está começando a ficar diretamente ligada às construções classe A. Como resultado, prédios sem a certificação começam a ser considerados de classe B e seu valor é reduzido

sábado, 6 de fevereiro de 2010

1881 – Fornecimento de energia com alta frequência de corrente alternada (George Westinghouse)

George Westinghouse interessou-se pelos avanços obtidos por Nikola Tesla na melhoria da eficiência dos dínamos da Companhia Continental Edison, em Paris. Fundou em 1886 a Westinghouse Electric & Manufacturing Company, renomeada para Westinghouse Electric Company em 1889. Isto gerou uma enorme rivalidade com Thomas Edison, ue defendia o uso de corrente contínua, em contraste com a corrente alternada de alta tensão, defendida por Westinghouse. Em 1893 a empresa de Westinghouse obteve uma significativa vitória, ao ganhar um contracto para a instalação da rede de fornecimento de energia elétrica para a Exposição Mundial em Chicago. O sistema de distribuição elétrica de Westinghouse ganhava cada vez mais aceitação, especialmente depois de ganhar o contrato para a construção de uma nova central elétrica de corrente alternada na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, ligando as Cataratas do Niágara a Buffalo, por um preço mais baixo e numa distância impossível de ser alcançada através de corrente contínua.

Westinghouse manteve-se ativo e inventivo durante quase toda a sua vida. Após a introdução do automóvel, voltou aos seus inventos originais, produzindo amortecedores a ar comprimido, que melhoravam o desempenho dos veículos nas estradas de piso irregular daqueles tempos.

Manteve-se na liderança entre os maiores empresários americanos até 1907, quando problemas financeiros levaram à sua resignação do controle da empresa Westinghouse. Por volta de 1911, já retirado dos negócios, sua saúde começou a declinar. Faleceu em 12 de Março de 1912, em Nova Iorque, com 67 anos de idade. Veterano da Guerra Civil, foi sepultado no Cemitério Nacional de Arlington, junto a sua mulher Marguerite. Em 1918 a sua antiga casa foi demolida e o terreno cedido à cidade de Pittsburgh, que ali criou o Westinghouse Park.

Em 1930, um memorial a Westinghouse foi erguido pelos seus empregados no Schenley Park, em Pittsburgh. A Ponte George Westinghouse foi construída na vizinhança da sua fábrica em Turtle Creek.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

1879 – Primeira locomotiva elétrica (Werner von Siemens)

Oficial de artilharia prussiano e engenheiro elétrico.

Fez vários estudos teóricos e práticos nas áreas da eletricidade e do magnetismo, desenvolvendo nomeadamente desenvolvendo um galvanômetro para medida de correntes muito pequenas. Participou também na elaboração de normas e unidades elétricas.

Em 1842 criou um dos primeiros processos comerciais de galvanoplastia.

Em 1847 fundou a sua própria empresa, a Siemens & Hakske. A empresa dedica-se inicialmente ao desenvolvimento de sistemas de telégrafos elétricos.

Em 1856 patenteou o induzido de duplo T para a máquina magnetoelétrica e percursor do induzido cilíndrico dentado.

Em 1867 apresentou na Royal Society, em Inglaterra, um estudo teórico sobre o princípio da auto-excitação, de grande importância no desenvolvimento das máquinas elétricas. Inventou e comercializou um gerador elétrico. Desenvolveu os domínios da alta tensão, da iluminação e dos sistemas de tração elétrica, criando um verdadeiro império industrial.

Criou o primeiro comboio elétrico que apresentou numa exposição em Berlim em 1879 (Feira de Comércio de Berlim). Tratava-se de um comboio miniatura puxado por uma locomotiva de 50 centímetros com 2,5 KW de potência numa extensão de 300 metros. O motor elétrico de corrente contínua era alimentado pelos carris. Transportou 86 000 visitantes.

Siemens fez muito pela Ciência e pela Tecnologia alemãs. Crendo na necessidade de dotar a Alemanha de condições de base nestas áreas, desenvolveu muitos esforços, juntamente com o cientista Hermann von Helmholtz (1821-1894), que se prolongaram por vários anos, para a criação do TR (Physikalisch-Technische Reichsanstalt ou Instituto Imperial de Física e Técnica). Siemens chegou a oferecer um terreno de 12000 metros quadrados para o Instituto bem como fundos para a construção. Ele era de opinião que a técnica era fundamental para o desenvolvimento do país e que esta devia estar assente na ciência. Para desenvolver estas áreas era preciso criar condições para o desenvolvimento da melhoria de aparelhagem e métodos de medidas de precisão e, nomeadamente, a criação de unidades de medida. Finalmente em 1887 o Instituto é criado com uma seção científica e uma técnica, passando a ser o primeiro laboratório nacional de física do mundo. Helmholtz foi seu presidente de 1888 até à sua morte, em 1894. A seção científica ficou constituída por laboratórios de Calor, Eletricidade e Ótica. Na seção técnica foram criados laboratórios de mecânica de precisão, calor e pressão, eletricidade e ótica, assim como um de química.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

1877 – Invenção do fonógrafo (Thomas Alva Edison)


Num dia do outono de 1877, Edison mostrou ao chefe de suas oficinas, John Krusei, o esboço de uma curiosa engenhoca. Krusei não achava difícil construir a máquina que a planta mostrava ser bastante simples: um tubo metálico com uma espécie de funil, um diafragma de pergaminho e um cilindro de aço. O que Krusei achava estranho era que tal máquina pudesse servir para alguma coisa.

Quando Edison afirmou-lhe que o aparelho seria capaz de repetir o que lhe dissessem, o ceticismo aumentou. Krusei chegou a apostar com Edison uma caixa de charutos, que perderia se a máquina chegasse a funcionar.

Quando a máquina ficou pronta, Edison envolveu o cilindro de aço numa folha de estanho. Depois, enquanto o cilindro girava, cantou uma velha canção popular dentro do funil: "Maria tinha um carneirinho. . ." Enquanto cantava, sua voz fazia vibrar a membrana de pergaminho, que por sua vez comandava uma agulha que ia sulcando a superfície macia do estanho.

Chegou então o momento culminante. Posto novamente a funcionar o aparelho, o sulco do estanho fazia vibrar a agulha e esta, por sua vez, acionava a membrana de pergaminho. Para espanto e incredulidade dos auxiliares que cercavam a máquina, voltou a soar a voz de Edison: "Maria tinha um carneirinho. . . " E Krusei perdeu a aposta.

Esse famoso episódio da carreira de Edison foi apenas um entre muitos, e talvez não o mais significativo. Mas sua influência sobre a tecnologia foi tão profunda que é muito difícil extirpar os exageros e os mitos incluídos em suas numerosas biografias. O impacto de suas invenções, como o fonógrafo e a lâmpada elétrica, alterou os padrões de vida em todo o mundo. As inovações de seu gênio eram tão revolucionárias que eqüivaliam, na época, ao trabalho de pesquisa, somado, de três ou quatro das mais importantes empresas americanas de hoje.

Em torno de figura tão dinâmica, perseverante e empreendedora, forçosamente teriam de acumular-se distorções lendárias. Mas o que existe de real em sua vida já é suficientemente dramático e novelesco. Ainda hoje, a carreira de Edison é um exemplo estimulante do individualismo empreendedor americano. E torna-se possível dizer que Edison deixou como herança também uma grande influência cultural sobre a nação em que viveu.

A invenção do fonógrafo é um exemplo destacado da capacidade inventiva de Edison. O aparelho funcionou logo no primeiro teste, sem nenhuma experiência prévia. Depois de construído e posto a funcionar o engenho, o próprio Edison ficou admirado diante de sua criação. A certeza de que o aparelho funcionaria lhe havia sido inculcada por outras experiências, relacionadas com o registro de comunicações telegráficas, porém o êxito imediato o surpreendeu.

Outro fato estranho na história do fonógrafo foi sua "incubação". A princípio a invenção provocou espanto e polêmica (muita gente suspeitava da presença de algum ventríloquo durante as experiências). Mas a ninguém ocorreu dar aplicação prática ao invento. Durante uns dez anos o aparelho ficou de lado.

Só depois deste tempo Edison resolveu dar-lhe atenção e melhoramentos. Gradualmente, foram surgindo o gramofone e o disco sulcado de hoje. Em sua forma primitiva, porém, o aparelho serviria para orientar o aperfeiçoamento do telefone.

Procedimentos desse tipo eram comuns a Edison. Ele acreditava que a experiência de lentas reelaborações da idéia e do aparelho sempre conduzia a resultados práticos decisivos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

1876 - Motor de quatro tempos (Nicolaus August Otto)


Em 1876, uma idéia técnica impressionante virou realidade: o engenheiro alemão Nicolaus August Otto construiu o primeiro motor com ciclo de quatro-tempos. O princípio da “indução, compressão, ignição e exaustão”, aplicado na sua máquina de força de combustão continua sendo aplicado, sem ter sido modificado na fabricação de motores atuais.

O primeiro motor de combustão funcional já havia sido construído pelo belga Etienne Lenoir em 1859. O motor a gás que era parecido com um motor a vapor horizontal, trabalhava com uma mistura de gás iluminado e ar. O movimento do pistão sugava a mistura de gás para o cilindro onde ele era aceso com uma faísca elétrica. A explosão movia o pistão para trás. No caminho, os gases de combustão eram expulsos enquanto que do outro lado do pistão, a indução e o processo de trabalho era repetido.

Em 1867, Nicolaus August Otto desenvolveu um motor melhor, o chamado motor atmosférico livre de pistão. O motor foi premiado com a medalha de ouro na Feira Mundial de Paris em 1867 apesar de fazer barulho enquanto operava. O fato de que sua consumação de combustível era cerca de 60% mais favorável do que os motores produzidos por outros fabricantes foi decisivo.

Na primavera de 1876 o “motor Otto” foi criado. Este era um motor a gás de quatro-tempos com carga compressa que inicialmente era movido com a ajuda de uma chama de gás como uma fonte externa de ignição. Logo após o fim do movimento do pistão durante a fase de compressão, a chama era introduzida no cilindro onde ela acendia a mistura de combustível e ar, sendo possível apenas a utilização de combustíveis gasosos.

O princípio básico era e continua sendo simples: o combustível é sugado, compresso e então entra em combustão. No quarto tempo, os gases de combustão são expelidos.

Em pouco tempo o novo motor de Otto foi desenvolvido por Mayback ficando pronto para produção em série, sendo introduzido no mercado em 1876 sob o nome de “Deutzer A-motor” com um motor de aproximadamente 3 cavalo-vapor. No início do ano seguinte, a potência do motor pôde ser elevada em 5 cavalo-vapor.

Em 1883, Otto finalmente construiu um motor que também usava petróleo. Karl Benz aperfeiçoou o motor com ciclo de quatro tempos e apresentou o primeiro automóvel em 1886.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

1876 – Aplicação de patente para o telefone (Alexander Graham Bell)

Em 2 de junho de 1875 a ciência das comunicações avançou mais um passo com a descoberta de Alexander Graham Bell: Uma “palheta presa" no telégrafo harmônico de Alexander conduz às experiências que levam ao telefone.
O Serviço de Patentes dos Estados Unidos estudava cuidadosamente a aplicação de três patentes do telefone: de Thomas Alva Edison,de Elisha Gray e de Alexander Graham Bell. Thomas Alva Edison não tinha ido tão longe quanto aos outros no desenvolvimento da idéia do “telégrafo falado", embora tivesse seguido o mesmo percurso.
Logo foi eliminado, e a escolha final ficou entre Elisha Gray e Alexander Graham Bell. Qual dos dois apresentara a descrição mais acurada e de uso prático e os desenhos mais viáveis de um telefone para que este funcionasse? Depois de cinco dias de tensão, oServiço de Patentes dos Estados Unidos chegou a uma decisão. A patente era de Alexander Graham Bell.
No dia de seu aniversário, quando completava 29 anos, Alexander Graham Bell recebeu a notícia. Foi o mais valioso e bem-vindo presente que ele receberia em toda sua vida.
Em 10 de março de 1876 Alexander Graham Bell enviou a primeira mensagem pelo telefone. Em 25 de junho de 1876 Graham Bell fêz demonstrações do telefone
na Exposição do Centenário, na Filadélfia. No telefone, o som é transformado em eletricidade no transmissor, propaga-se pelo fio na velocidade do telégrafo, e ao chegar ao receptor é transformado novamente em som. Desta forma, já era a palavra falada, não uma série de estalos, que alcançava centenas e milhares de milhas. Teve centenas de patentes registradas em seu nome, se interessou por um amplo raio de áreas da ciência e da tecnologia. e, antes dos 30 anos, alcançou sua grande realização, desenvolvendo e tornando possível o uso prático do telefone. Em 09 de julho de 1877 foi criada a Bell Telephone Company. Em 11 de julho de 1877 Alexander Graham Bell casou-se com Mabel Hubbard, com a qual teve três filhos, Elsie, Marian e Edward que não sobreviveu. Alexander Graham Bell nasceu em 03 de março de 1847, na cidade de Edimburgo, na Escócia e faleceu em 02 de agosto de 1922, aos 75 anos. O funeral ocorreu dois dias depois, na baía de Baddeck. Assim que teve início, as redes telefônicas do Canadá e dos Estados Unidos lhe prestaram seu último tributo: o sistema inteiro permaneceu paralisado durante um minuto. Era justo que, por um instante, as pessoas pudessem se lembrar do homem que deu início à revolução das comunicações.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

1875 – Invenção da geladeira (Carl von Linde)

Por milhares de anos a humanidade viveu sem o uso de algo cuja ausência é impensável no mundo contemporâneo, a geladeira.
Não que os homens não soubessem como conservar alimentos. Os chineses, pioneiros, usavam flocos de neve para tal, outros alimentos eram conservados com sal. O preparo das comidas, com bastante tempero, ajudava a mantê-las. Não havia a idéia de como nossas vidas viriam a ser facilitadas com a invenção da geladeira.
Pois em 1875, Carl Von Linde faz a invenção da geladeira. E essa história melhora quando a recém inventada tecnologia de absorção da refrigeração, permitiu que a Electrolux fosse pioneira no processo de fabricação de refrigeradores em 1925.
A partir daí os nossos hábitos alimentares jamais seriam os mesmos.

domingo, 31 de janeiro de 2010

1861 – Primeiro telefone (Johann Philipp Reis)


Johann Reis nasceu a 7 de Janeiro de 1834 na pequena cidade de Gelnhausen, próximo de Frankfurt, na Alemanha. O seu pai, Segismundo Reis, um padeiro de parcos recursos, era filho de judeus sefarditas portugueses oriundos da Beira Baixa que emigraram para a Alemanha nos finais do século XVIII, juntando-se inicialmente à florescente comunidade de judeus portugueses estabelecidos em Hamburgo.
Órfão de mãe aos 11 meses, Johann Philipp Reis perdeu também o pai quando tinha apenas 10 anos, sendo criado pela avó materna, uma Judia portuguesa extremamente culta e bastante religiosa. Estudante talentoso desde tenra idade, Johann Reis passava horas na biblioteca do colégio, o Instituto Hanssell, lendo tudo o que apanhava sobre as suas disciplinas favoritas: geografia, matemática, física e línguas. Um dos seus tios queria fazer dele um comerciante, profissão tradicional na família, mas Johann tinha outras aspirações. Aos poucos, pagou do seu bolso aulas privadas de matemática e física e em 1858, um ano antes de casar, aceita a posição de professor de matemática e ciências no Instituto Garnier, em Friedrichsdorf, nos arredores de Frankfurt.
O caminho que o levaria à invenção do telefone teve início acidentalmente, quando Johann Reis investigava a possível construção de uma “orelha artificial” (künstliches ohr) para aliviar a surdez – uma doença que afectava a sua avô beirã, já em idade avançada. Reis começou a trabalhar na “orelha artificial” com apenas 18 anos, em 1852. No laboratório improvisado num barracão nas traseiras da sua casa, Johann Reis construiu o seu primeiro aparelho com componentes inesperados que encontrou quase ao acaso: um violino, uma agulha de malha, uma rolha de cortiça, fio de cobre e uma salsicha. Uma pele de salsicha esticada sobre uma rolha de cortiça oca servia de microfone, unido com cera ao fio de cobre que por sua vez era ligado a uma corda do violino, que funcionada como receptor e caixa acústica. Os resultados não foram muito animadores, mas Reis não desistiu.
Dois anos mais tarde, em 1854, Johann Reis lê um interessante artigo do telegrafista francês Charles Bourseul, publicado na revista L’Illustration de Paris, no qual ele descreve a possibilidade de transmitir sons através de uma corrente eléctrica intermitente. O artigo de Bourseul concedia uma base teórica às experiências de Johann Reis, permitindo-lhe avançar com o seu projecto, ao qual deu o nome de “telefone”, cunhando pela primeira vez o termo que viria a fazer parte do vocabulário de todo o planeta nos séculos que se seguiram.
Em 1860, quase dez anos após as suas primeiras experiências, as tentativas de Johann Reis davam frutos significativos, 16 anos antes do escocês Alexandre Graham Bellreclamar a sua patente. A primeira frase transmitida pelo telefone de Reis foi “das pferd frisst keinen gurkensalat” (literalmente “o cavalo não come salada de pepino”). A demonstração pública do novo invento foi efectuada perante a Sociedade de Físicos de Frankfurt (Der Physikalische Verein) a 26 de Outubro de 1861. Na altura com apenas 27 anos de idade, Johann Philipp Reis proferiu uma palestra intitulada “Das Telefonieren Durch Galvanischen Strom” (“Telefonia Utilizando Corrente Galvânica”) e transmitiu os versos de uma canção através de um cabo de 100 metros, naquela que seria a primeira exibição pública que provava com sucesso a possibilidade teórica da conversão de variações de corrente eléctrica em ondas sonoras.
Apesar de algum sucesso relativo, o telefone de Reis estava longe de ser perfeito. Construído para converter quebras de corrente eléctrica em som, o aparelho conseguia transmitir música mas tinha dificuldades em reproduzir a voz humana. Por causa disso, a invenção ficaria conhecida na época como “telefone musical”. A palestra de Frankfurt granjeou a Johann Reis alguma fama temporária, fazendo com que modelos do seu invento fossem levados para a Inglaterra, Irlanda, Estados Unidos e Rússia.
Mesmo assim, a Sociedade de Físicos de Frankfurt voltaria costas ao telefone, com parte da comunidade cientifica alemã a classifica-lo como um mero “brinquedo filosófico”. Confrontado com o antisemitismo de alguns dos membros, Reis abandona a Sociedade de Físicos de Frankfurt em 1867.
Johann Phillipp Reis, o inventor descendente de judeus portugueses, morreu vítima de tuberculose às cinco da tarde do dia 24 de Janeiro de 1874, com apenas 40 anos, sem conhecer o verdadeiro sucesso do seu trabalho mas acreditando nele até ao fim. Pouco antes de morrer, Johann Reis escreveu: “Olhando para a minha vida posso dizer, como na Torá, que tem sido ‘trabalho e sofrimento’. Mas tenho também de agradecer a Deus que me deu a Sua benção na minha carreira e na minha família, e me concedeu mais do que eu alguma vez saberia como pedir-lhe. Hashem ajudou-me até aqui; Ele irá ajudar-me daqui para a frente.”
A 22 de Março de 1876, um editorial do New York Times intitulado “The Telephone” elogiava e enaltecia Johann Phillipp Reis como inventor do novo engenho. O editorial não fazia qualquer menção a Alexander Graham Bell, que poucos meses depois receberia uma patente americana registando “melhoramentos” no telefone. Em 1878, um grupo de físicos da sociedade de Frankfurt mandou erigir um monumento a Phillipp Reis, classificando-o como “o inventor do telefone”. A paternidade do invento foi-lhe igualmente atribuída em inúmeros livros e tratados publicados por toda a Europa. Já no século XX, pelo facto de Johann Reis ser judeu, o regime nazi haveria de expurgar o seu nome dos manuais escolares alemães. Reis seria reabilitado após a Segunda Guerra Mundial, homenageado em 1952 pelo governo alemão numa colecção de selos comemorativa dos 75 anos do serviço telefónico no país – um novo selo, este com uma gravura da sua invenção, seria emitido em 1989 na RDA.
Em 1986 as cidades de Friedrichsdorf e Gelnhausen, em conjunto com a Deutschen Telekom, instituíram o Johann Philipp Reis Preis, uma bolsa anual de 10 mil euros destinada a premiar jovens cientistas que se distingam no campo das telecomunicações.

sábado, 30 de janeiro de 2010

1859 – O motor a gás é desenvolvido (Etienne Lenoir)

Em 1876, uma idéia técnica impressionante virou realidade: o engenheiro alemão Nicolaus August Otto construiu o primeiro motor com ciclo de quatro-tempos. O princípio da “indução, compressão, ignição e exaustão”, aplicado na sua máquina de força de combustão continua sendo aplicado, sem ter sido modificado na fabricação de motores atuais.

O primeiro motor de combustão funcional já havia sido construído pelo belga Etienne Lenoir em 1859. O motor a gás que era parecido com um motor a vapor horizontal, trabalhava com uma mistura de gás iluminado e ar. O movimento do pistão sugava a mistura de gás para o cilindro onde ele era aceso com uma faísca elétrica. A explosão movia o pistão para trás. No caminho, os gases de combustão eram expulsos enquanto que do outro lado do pistão, a indução e o processo de trabalho era repetido.

Em 1867, Nicolaus August Otto desenvolveu um motor melhor, o chamado motor atmosférico livre de pistão. O motor foi premiado com a medalha de ouro na Feira Mundial de Paris em 1867 apesar de fazer barulho enquanto operava. O fato de que sua consumação de combustível era cerca de 60% mais favorável do que os motores produzidos por outros fabricantes foi decisivo.

Na primavera de 1876 o “motor Otto” foi criado. Este era um motor a gás de quatro-tempos com carga compressa que inicialmente era movido com a ajuda de uma chama de gás como uma fonte externa de ignição. Logo após o fim do movimento do pistão durante a fase de compressão, a chama era introduzida no cilindro onde ela acendia a mistura de combustível e ar, sendo possível apenas a utilização de combustíveis gasosos.

O princípio básico era e continua sendo simples: o combustível é sugado, compresso e então entra em combustão. No quarto tempo, os gases de combustão são expelidos.

Em pouco tempo o novo motor de Otto foi desenvolvido por Mayback ficando pronto para produção em série, sendo introduzido no mercado em 1876 sob o nome de “Deutzer A-motor” com um motor de aproximadamente 3 cavalo-vapor. No início do ano seguinte, a potência do motor pôde ser elevada em 5 cavalo-vapor.

Em 1883, Otto finalmente construiu um motor que também usava petróleo. Karl Benz aperfeiçoou o motor com ciclo de quatro tempos e apresentou o primeiro automóvel em 1886.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

1854 – Invenção da lâmpada de luz incandescente (Heinrich Goebel)


Segundo Karl Bienek, que há anos se ocupa com a história da lâmpada incandescente e da energia elétrica, uma das sensações da 1ª Feira de Eletricidade de Paris foi o estande em que as pessoas podiam ligar e desligar uma lâmpada. Tratava-se de uma fascinante novidade na época. "A feira de 1881 foi decisiva para a introdução da luz e de outras formas de uso da eletricidade", diz.

Hoje é quase inimaginável que alguém possa viver sem energia elétrica. Em 1881, isso era bem diferente. A energia elétrica era praticamente inexistente, uma realidade que mudou depois da feira de Paris. As lâmpadas de Edison foram apenas o começo. O inventor norte-americano, porém, deixou claro aos europeus que a nova luz significava o início de uma nova era.

De Goebel a Edison

No entanto, o inventor da lâmpada incandescente não foi Thomas Alva Edison (1847-1931) – como se acredita – e sim o mecânico alemão Johann Heinrich Goebel (1818–1893). Emigrado para os Estados Unidos em 1848, ele usou em 1854 as fibras de bambu de sua bengala como filamento.

Ligadas nas extremidades por meio de arames de aço, elas se transformavam em condutores de energia elétrica. Em ampolas de vidro transparente, as fibras de bambu chegavam a permanecer acesas por até 200 horas. Goebel logo usou o invento para iluminar sua joalheria em Nova York.

Segundo Karl Bienek, Goebel estava à frente de seu tempo. Ao tentar iniciar a industrialização e a produção em série, não encontrou financiador. Na época, simplesmente não existia demanda por lâmpadas incandescentes.

Faltava também a infra-estrutura tecnológica – como, por exemplo, usinas de eletricidade – para manter a luz em funcionamento. Existiam apenas células galvânicas, que eram muito caras e não tinham a potência para iluminar uma rede de lâmpadas incandescentes.

O mérito de Edison foi transformar a lâmpada incandescente num produto de consumo, o que viabilizou sua produção em série. Ele começou também a desenvolver a tecnologia necessária para o emprego do invento. São dele, por exemplo, as idéias básicas e a construção de um sistema de iluminação elétrica, com motor a dínamo, distribuidor, linhas de distribuição, registrador de consumo, fusíveis, material isolante, interruptores e bocais.

O longo caminho para a comercialização

Apesar de ter sido muito admirada na feira de Paris, a eletricidade ainda demorou a se impor na Europa. Os alemães, por exemplo, continuaram usando lamparinas de petróleo, velas de cera e lampiões a gás para a iluminação em geral.

Somente no início do século 20, a Alemanha percebeu que era possível ganhar dinheiro com a nova tecnologia. Foi aí que Auer von Welsbach revolucionou a lâmpada de Edison, com a introdução do filamento incandescente de metal.

A lâmpada ósmico-wolfrâmica, conhecida pela abreviação Osram, abriu o caminho para o lançamento, em 1912, de lâmpadas com filamento totalmente à base de tungstênio no mercado alemão. A tecnologia básica da lâmpada incandescente, portanto, foi desenvolvida de 1854 a 1912. E, com ela, a eletricidade conquistou as casas e as ruas da Alemanha e da Europa.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

IPad - Um Futuro Presente


Após meses de rumores, Steve Jobs apresentou a última maravilha da Apple: um dispositivo revolucionário, com o tamanho de uma folha A4, que inclui uma série infindável de funcionalidades. Em Março estará no mercado por 499 dólares.

A Apple revelou ontem o iPad, dispositivo que durante meses andou a alimentar rumores.

Na conferência de imprensa - que contou com a presença do ex-vice-presidente Al Gore - o patrão da Apple, Steve Jobs, desvendou o iPad, leitor multimedia e de livros electrónicos, com capacidades de telemóvel. Estará no mercado em dois meses, em algumas das seis diferentes versões em que foi apresentado.

O iPad vai surgir em seis modelos com ligações Wi-Fi no final de Março e Wi-Fi mais 3G (apenas em Abril), com 16, 32 e 64 GB de memória interna. Os preços nos Estados Unidos vão de 499 (Wi-Fi e 16 GB) a 829 dólares (Wi-Fi, 3G e 64 GB). Os preços internacionais serão revelados mais tarde.

A Apple associou-se à AT&T nos EUA para o lançamento de um plano de preços de dados específico, enquanto os acordos com operadoras telefónicas internacionais serão revelados em Junho ou Julho.

Em termos de design, o iPad é um iPhone maior com um interface de utilizador fácil de usar. É uma terceira categoria de dispositivo, entre o telemóvel e o computador, em que o utilizador terá "toda a Internet na sua mão", sintetizou Jobs.

Tem ecrã táctil de 9,7 polegadas, semelhante ao leitor electrónico Kindle, mas com melhor design, usa um processador da Apple e uma bateria com autonomia de dez horas. Apesar do teclado virtual, acessível pelo ecrã, permite a ligação de um teclado externo, vendido à parte.

O iPad é uma inovação por congregar tecnologias já existentes. Posiciona-se entre vários equipamentos disponíveis, desde os netbooks aos leitores electrónicos de livros, mas ultrapassa-os em funcionalidades, oferecendo igualmente uma loja iBooks para livros e uma iWork com um conjunto de aplicações. Tem o tamanho de uma folha A4, com uma capa que protege o ecrã, acesso a correio electrónico ou a transmissões televisivas, a música, fotografias, redes sociais, mapas da Google e vídeos do YouTube, bem como a edições electrónicas de jornais ou videojogos.
As aplicações disponíveis na App Store correm no iPad sem problemas, garantiu Jobs, "bem como algumas de uma nova geração concebidas" para ele. A sincronização ao iTunes funciona como no iPhone, através de uma ligação USB pelo computador.

Após o anúncio, percebe-se que a Apple andou a criar suspense em diferentes indústrias, pelo que surgiram rumores ontem confirmados de que o novo equipamento iria ter influência nos jogos ou na leitura electrónica de jornais e de livros.

Mesmo o nome iPad já tinha surgido nos media, após a Apple ter registado o nome em Julho no Canadá, Europa e Hong Kong (e na Austrália, mas em 2007), sendo um termo mais recente do que o também falado iSlate registado há quatro anos. No entanto, o termo iPad está registado nos EUA pela Fujitsu e a Apple está a disputar o nome no organismo responsável pelos registos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

1825 – Primeira linha de Estrada de ferro na Inglaterra

George Stephenson foi o Inglês que idealizou a primeira ferrovia, chamada de Estrada de Ferro Stockton & Darlington. Possuía 32 quilômetros que ligavam Stockton a Darlington. Utilizando tração a vapor, foi construída devido ao interesse de donos de minas de carvão que desejavam um meio de transporte barato para levar a matéria-prima até os portos.
Nessa primeira viagem, a locomotiva puxava mais de quinze vagões divididos entre veículos de passageiros e de carga. Cerca de quinhentas pessoas estavam no trem, que completou o percurso em sete horas, devido às longas paradas nas estações.
A linha férrea transformou-se num sucesso comercial e técnico. Tanto que cinco anos depois, Stephenson já criava uma outra ferrovia, desta vez fazendo a ligação entre Liverpool e Manchester. Sem que percebessem, os ingleses assistiram naquele dia ao estabelecimento de uma invenção que contribuiria para o aniquilamento do espaço pelo tempo

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

1821 – Motor Elétrico (Michael Faraday)


A primeira aplicação do princípio de motor foi em 1821 na construção de um motor elétrico, por Michael Faraday, hoje os motores de indução possuem grande importância na área industrial, encontra-se um valor de 70 a 80% de energia elétrica consumida para transformação em energia mecânica. Existe uma grande vantagem em relação aos motores de corrente contínua, como o próprio sistema de distribuição ser em corrente alternada, baixo custo de manutenção e rendimento elevado para média e máxima carga.

Os motores elétricos estão divididos nas seguintes categorias:

Motores CC, Imã permanente;
Motores AC, Monofásico;
Motores AC, Polifásico;
Motores AC, Universal;

Para a escolha do motor adequado para a aplicação é necessário verificar as seguintes condições:

Tipo de fonte de alimentação (DC, CC, Monofásico, Polifásico);
Ambiente de utilização do motor (Devido à poluição sonora e etc);
Relação Binário(torque)/Velocidade;
Perspectiva econômica (Custo e Manutenção)
Acionamento (Posição, Binário, Velocidade, Corrente de Arranque);

A utilização dependerá também do tipo de carga que será acionada pelo motor, podem ser as seguintes:

Binário Variável (Ventiladores, Bombas, Compressores);
Binário Constante (Tapetes, bombas de pistão);
Potência constante (Enrolamentos, Laminadores, Tração Elétrica);


O Conjunto do motor elétrico, é constituído dos seguintes itens:

Estator ( Chapas feromagnéticas);
Bobinas
Rotor (núcleo ferromagnético)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

1810 – Impressão (Frederick Koenig)





Friedrich König, nascido em 1774 em Eisleben, Saxónia, patenteou uma impressora movida a vapor em 1810. Desde 1807 a trabalhar em Londres, König tirou partido na criação da sua impressora da invenção da máquina a vapor por James Watt em 1775.

A sua máquina caracterizava-se por incluir para além do funcionamento a vapor, uma novidade importante: dois rolos móveis que aplicavam a tinta sobre a forma impressora , voltando depois ao seu lugar dando azo à colocação do papel sobre a forma. A máquina , da qual se construiu um só exemplar, imprimia 400 folhas por hora — quase o dobro das prensas normais.

A máquina de impressão passou daí em diante a dominar a vida de König, que frequentou várias cadeiras universitárias antes de entrar na vida profissional. Em 1802, König firmou um contrato com um amigo de infância para criar uma editora e oficina de impressão em Eisleben.

Já em 1803, passa à prática e começa a construir em Suhl um novo tipo de máquina de impressão, que não chega a concluir.

Seria em Londres, o centro industrial do mundo, que conseguiria construir, em 1811, o prelo mecânico para o qual obtivera um ano antes uma patente. Aí encontrara o necessário capital de risco para financiar a realização das suas novas máquinas.

A prensa mecânica de 1811 reduziu as nove operações do prelo Stanhope a somente três: primeira, colocar no local o papel; segunda, pôr em marcha a tábua de entintagem e impressão ao mesmo tempo e terceira, retirar o papel impresso.

Esta máquina de impressão trabalhou pela primeira vez em Londres, na oficina tipográfica de George Woodfall e Richard Taylor, na impressão dos 3000 exemplares do Annual Register para o ano de 1810.

Mas o investimento devorara importantes somas e König entrou em conflicto com os financiadores da sua invenção. Estes queriam introduzir a nova máquina apenas nas suas próprias oficinas, ao passo que König estava obviamente interessado em vendas mais abrangentes.

Em 1812, König criou uma outra máquina: o órgão impressor, de grande diâmetro, estava dividido em três partes do seu eixo, sendo utilizada uma dessas partes em cada movimento de vaivém do órgão tipográfico; assim eram impressos três exemplares numa volta completa do cilindro.

Esta máquina era uma «Doppelmaschine», porque foi construída com dois cilindros para fazerem impressão simultânea. Inicialmente movida a força de braço, foi adaptada, em 1814, a vapor, e passou a imprimir 1.100 exemplares por hora!

No ano de 1816, König inventou uma máquina, que imprimia simultaneamente a frente e o verso de uma folha.

König & Bauer

Depois de voltar as costas à Inglaterra e regressar à Alemanha, König comprou, em 1817, o Convento Obernzell, perto de Würzburg. Em sociedade com o seu amigo Andreas Bauer (1783-1866) fundou aí a König & Bauer, empresa que obteve substancial apoio do rei Ludwig I da Baviera.

Em 1818, a König & Bauer apresenta a primeira máquina de retiração no sistema plano-cilíndrico. As invenções sucedem-se para além da morte de König em 1833.

Sem nunca ter deixado de introduzir inovações tecnológicas ao longo de várias gerações, a empresa König & Bauer (KBA) é hoje uma das líderes em máquinas de impressão de alta performance. A firma fundada em 1817 tem hoje centros de produção em Radebeul/Dresden, Frankenthal, Würzburg, Kassel e Trennfeld.

domingo, 24 de janeiro de 2010

1804 – Primeira locomotiva a vapor (Richard Trevithick)

A mineração foi o motor da economia européia no começo do século 19. O carvão era a matéria-prima para o aquecimento da casas – já que as cidades cresciam sem parar – e para as máquinas a vapor. Para transportar quantidades cada vez maiores de carvão, colocou-se uma máquina de tração sobre trilhos.

O diretor técnico do Museu Ferroviário de Bochum-Dalhausen, Thomas Huhn, explica que os trilhos sempre foram usados na mineração, só que os vagões eram puxados por cavalos. O construtor galês Richard Trevithick foi o inventor do "cavalo mecânico", que podia fazer mais força, sem nunca se cansar. Um cavalo com a força baseada na já então famosa invenção de James Watt, a máquina a vapor.

Para o transporte humano e de materiais

O protótipo era muito rudimentar: tratava-se de uma caldeira na horizontal, apoiada por quatro rodas. Para os leigos, ela não passava de um enorme tonel deitado, com chaminé e rodas. Trevithick teve que fazer muita propaganda, pois poucos viam futuro "naquilo".

Até que o inventor foi desafiado pelo proprietário de uma mina. O mineiro queria observar o desempenho da engenhoca sobre 15 quilômetros de trilhos. O teste foi marcado para o dia 13 de fevereiro de 1804. Trevithick provou que sua máquina podia transportar tanto pessoas como materiais. No caso, a máquina de tração levou 70 pessoas e dez toneladas de ferro.

A euforia inicial, entretanto, durou pouco, devido a alguns problemas. A máquina, pesada demais, logo voltou a ser substituída pelo cavalo. Só depois de alguns aperfeiçoamentos pelo construtor inglês George Stephenson, a locomotiva a vapor conquistou respeito. Numa corrida, por exemplo, em 1829, a de Stephenson, batizada "Rocket" (foguete) chegou à frente de todas as concorrentes.

Pioneirismo no sul alemão

As locomotivas de Stephenson foram usadas na primeira ferrovia de serviço público e com o tempo aumentaram em tamanho e potência. Também a primeira locomotiva usada para o transporte de passageiros na Alemanha veio de sua fábrica. Seu nome era "Adler" (águia) e a partir de 1835 ela passou a ligar as cidades vizinhas de Nurembergue e Fürth, no sul da Alemanha.

Os pareceres médicos da época eram pessimistas: a velocidade "infernal" das máquinas poderia levar a um estado de delírio dos passageiros (por isso sugeriram a construção de muros dos dois lados dos trilhos). Mesmo assim, o trem se impôs como meio de transporte popular.

Já em 1860, a malha ferroviária alemã tinha quase 12 mil quilômetros. Em 1902, foi inaugurado o primeiro trecho ferroviário com energia elétrica na Alemanha e, sete anos depois, introduzida a locomotiva a motor diesel. A última locomotiva a vapor foi desativada no país em 1977.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

1800 – Primeira bateria (Alessandro Volta)


Em 1800, como resultado de uma discórdia profissional sobre a resposta galvânica, advocado por Luigi Galvani (onde metais produziriam eletricidade apenas em contato com tecido animal), Volta desenvolveu a pilha voltaica (comprovando que para a produção de eletricidade, a presença de tecido animal não era necessária), um predecessor da bateria elétrica. Volta determinou que os melhores pares de metais dissimilares para a produção de eletricidade eram zinco e prata.

Inicialmente, Volta experimentou células individuais em série, cada célula sendo um cálice de vinho cheio de salmoura na qual dois electrodos dissimilares foram mergulhados. A pilha elétrica substituiu o cálice com um cartão embebido em salmora. O número de células, e consequentemente, a tensão electrica que poderiam produzir, estava limitado pela pressão exercida pelas células de cima, que espremiam toda a salmora do cartão da célula de baixo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

1793 – Telégrafo (Claude Chappe)


Telegrafia é a transmissão a longa distância de mensagens escritas sem o transporte físico de cartas. Os primeiros telégrafos eram Telégrafos Visuais, eles usavam sinais visuais tais como sinais de fumo e focos de luz. Este tipo de telégrafo existe desde tempos imemoriais mas provaram-se pouco fiáveis já que inúmeros factores externos podiam contribuir para a corrupção da mensagem enquanto em trânsito.

Em 1793, um inventor francês, Claude Chappe, inventou o Telégrafo Semafórico, um sistema de sinalização visual. Os aparelhos de telégrafo de Chappe eram instalados em torres construídas com, sensivelmente, 10 a 15 km de distância entre elas. Cada aparelho era composto por dois braços de madeira móveis, ligados por uma trave. O operador na torre movia os braços e trave para diferentes posições e ângulos para indicar diferentes letras e símbolos, os quais eram observados pelo operador na torre seguinte através de telescópio. Este, por sua vez, retransmitia de forma idêntica a mensagem para a torre seguinte. Desta forma, as mensagens eram transmitidas de torre em torre.

A primeira Linha Semafórica de Chappe foi estabelecida entre Paris e Lille. Em Agosto de 1794, o sistema semafórico de Chappe transmitiu a Paris, em menos de uma hora, a mensagem da captura de Condé-sur-Léscaut dos Austríacos. Este sucesso levou à instalação de mais linhas semafóricas. A rede semafórica em França foi a primeira rede de telecomunicações na Europa.

O Telégrafo Visual de seis “persianas”, em exibição no Museu, é uma réplica baseada no desenho, de 1795, do inglês George Murray. Movendo-se as “persianas” para posições quer verticais quer horizontais, podem-se formar 64 diferentes letras e símbolos (26).

O telégrafo visual era afectado, todavia, pelas condições atmosféricas e não podia ser utilizado durante a noite. Foi, assim, substituído pelo Telégrafo Eléctrico em meados do século dezanove.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

1785 – O tear mecânico é inventado (Edmund Cartwright)

Clérigo, poeta e inventor britânico nascido em Nottinghamshire, criador e construtor do primeiro tear mecânico movido a vapor, revolucionando a fabricação de tecidos e aumentando sua produção, o qual patenteou (1785). Estudou em Wakefield e e após se graduar na Oxford University (1779), foi nomeado reitor da igreja de Goadby, em Marwood, Leicestershire (1779). Após conhecer (1784) o tecelão e inventor, Sir Richard Arkwright (1732-1792), em Derbyshire, e conhecer as suas instalações de produção, começou a pensar em uma maneira de desenvolver um equipamento que beneficiasse a produção de tecidos e descobriu seu poder criativo. No ano seguinte ele patenteou seu primeiro modelo de tear que instalou em uma fábrica de sua propriedade, aberta em Doncaster.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

1780 – Invenção da copiadora (James Watt)

O primeiro invento usado para produzir cópias de documentos expedidos foi a prensa copiadora, inventada em 1780 por James Watt (1736 - 1819), o inventor da máquina a vapor. Naquela época foi um invento de grande utilidade prática na cópia de manuscritos. Empregava-se uma tinta glutinoa e imprensava-se a página escrita contra uma folha úmida de papel fino. Tanto George Washington como Thomas Jefferson usaram esse invento. Esta invenção foi pela primeira vez usada no governo federal em 1970, no Departamento de Estado. Antes disso apenas havia sido usada pelos Departamento de Guerra e da Marinha para obter cópias de sugurança de documentos extremamente importantes.